Sou testemunha visual e auditiva da carreira de Marco Mazzola não só porque atuei muitos anos escrevendo sobre música popular para os jornais, mas também porque, durante alguns anos, trabalhamos juntos. É, portanto, com a autoridade de quem conhece o trabalho dele que afirmo, com todas as letras, que se trata de um dos mais importantes nomes da fonografia brasileira, desde a década de 1970, quando começou, de fato, a produzir discos.
São muito raros os profissionais com tantas condições de escrever um livro contando o que ocorreu por trás das gravações de artistas como Elis Regina, Rita Lee, Jorge Ben, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Martinho da Vila, Gal Costae tantos outros intérpretes nacionais, sem esquecer das suas relações com personagens como Paul Simon, Quincy Jones, Miles Davis e com os integrantes do grupo Manhattan Transfer, além da sua participação na revolucionária gravação (via satélite) do dueto Liza Minelli e Frank Sinatra.
Resultado: após mais de 30 anos na carreira, suas produções musicais são responsáveis pela venda de mais de 50 milhões de discos e pela conquista de 73 Discos de Ouro, 43 de Plantina, 16 Duplos de Platina e quatro Discos de Diamante. Depois desses números, entendemos por a revista francesa World o chamou de “Le Midas de la Musique Bresilienne”, título, aliás, que lhe havia atribuído o importante crítico e comentarista da música popular brasileira, Tárik de Souza.
Que Marco Mazzola merece todos os elogios pelas suas vitoriosas façanhas como produtor musical, não há dúvida de que merece, mas a importância maior de OuvindoEstrelas é a privilegiada posição que ocupou durante tantos anosnos bastidoresda músicapopular brasileira, o que lhedá autoridade total para tantas revelações que faz em seu livro.
Em suma, recomendo a obra do (agora) escritor Marco Mazzola porque ela nos ajudará a conhecer melhor a música popular brasileira e também (por que não?) porque se trata de um Midas. E é sempre bom ficar perto dessa gente.
Sérgio Cabral
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